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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017 aprendizagem, Educação e Tecnologia, Inovação e Educação | 09:28

Adeus Wikipédia, bem-vinda Everipédia/Blockchain

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Uma das principais marcas deste começo de milênio é a Wikipédia, um projeto bem sucedido de enciclopédia colaborativa, universal e multilíngue. O objetivo central tem sido fornecer conteúdo livre, objetivo e verificável, onde todos, dentro do espírito colaborativo/wiki, podem voluntariamente editar e continuamente aprimorar as informações sistematizadas e disponibilizadas gratuitamente.

 

A comunidade Wikipédia é essencialmente cooperativa, sem hierarquia, onde todos os membros podem criar ou editar um artigo, desde que sigam as regras básicas estabelecidas por eles mesmos. O enorme sucesso parecia indicar que estávamos diante de um fenômeno sem limites e duradouro eternamente. Percebemos hoje que essa previsão era ingênua. Dando um adeus à Wikipédia, vem aí a próxima geração, a Everipédia, a enciclopédia de tudo, baseada em novas estratégias e tecnologias, como blockchain, não disponíveis anteriormente.

 

Everipédia, com seus mais de seis milhões de artigos, já nasce como a maior enciclopédia da língua inglesa, sendo absolutamente livre para ser modificada e utilizada. Tudo isso dentro da cultura de criações coletivas e fazendo uso de novas normas estabelecidas e amparadas em tecnologias inovadoras.

 

Há algo em comum entre as duas “pédias”, um dos fundadores da Wikipédia, Larry Sanger, é também um dos dirigentes atuais da Everipédia e, particularmente, um entusiasta do uso da tecnologia blockchain, de tanto sucesso nas criptomoedas (Bitcoin, Ethereum etc.), agora aplicado ao mundo das enciclopédias.

 

Entre as diferenças, destaco a descentralização e a “tokenização”. A Wikipédia é uma plataforma hospedada de maneira ainda tradicional e centralizada, o que, por sinal, permite que alguns países (China, Turquia e Rússia, entre outros) dificultem o seu acesso. Diferentemente, a Everipédia nasce com sua biblioteca hospedada de forma totalmente descentralizada, viabilizando que todos os seus usuários e editores possam acessar e modificar o seu conteúdo de diversos e ilimitados servidores.

 

A “tokenização”, por sua vez, vem junto com a adoção da tecnologia blockchain, a qual garante a coerência dos artigos e impede, ou tenta impedir, que qualquer usuário altere os dados que possui em sua máquina sem a devida aprovação da comunidade de editores. Uma novidade associada é que todos os editores serão recompensados com pontos ao criar ou atualizar os conteúdos disponíveis na plataforma. Ao editar algo, o proponente gasta parte de seus pontos, sendo que, se sua contribuição for aprovada, ele recebe seus pontos de volta, acrescidos de adicionais em recompensa pelo sucesso. Alguém mal-intencionado ou sem noção (eles existem) jamais teria pontos suficientes para, de forma deliberada e inadequada, ousar propor mais alterações do que o razoável.

 

Em suma, se hoje, dentro das tecnologias e das possibilidades atuais, a Everipédia disponibiliza mais de seis milhões de artigos, o cenário seguinte permite vislumbrar passarmos, em breve, de uma centena de milhões de artigos. Neste caso, contemplando tudo o que já foi formulado, abrindo espaço para o que potencialmente possamos vir a criar dentro deste revolucionário ambiente. Revolucionário? Sim, até que algo, ainda a ser desenvolvido, surja para dar um novo adeus àquele que hoje chega confiante que será para sempre. E será, pelo menos enquanto dure.

 

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