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Arquivo de novembro, 2017

terça-feira, 28 de novembro de 2017 aprendizagem, EaD, Educação e Tecnologia, Ensino Superior, Inovação e Educação | 09:01

Lançamento do livro e do aplicativo em Brasília dia 05/12 na ABMES

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No próximo dia 05/12, terça-feira, das 08h30 às 12h30, em Brasília-DF, na sede da ABMES,  o livro “A Arte da Educação” e o app “Ronaldo Mota Online” serão lançados.

 

Aqueles interessados em adquirir o livro online podem fazê-lo imediatamente via o link da Editora Obliq:  https://www.obliq.com.br/uc6e0tmk-a-arte-da-educacao.

 

Com o aplicativo “Ronaldo Mota Online”, desenvolvido em conjunto com Digital Pages, será possível acessar gratuitamente a versão completa do e-book “A Arte da Educação” e os diversos depoimentos realizados sobre a obra, para leitura tanto em modo online quanto off-line. Diversas ferramentas interativas de leitura estarão disponíveis, como anotações, favoritos, sumário, ferramentas de busca, atalhos para páginas e um menu ajuda. Para acessar o aplicativo, basta baixá-lo, a partir de 05/12, em uma das lojas disponíveis (Google Play ou Apple Store).

 

Abaixo, mais sobre a obra:

 

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A ARTE DA EDUCAÇÃO

 

Ao início era a obra

com cara de segunda-feira.

 

Trigo na forma bruta

água que não faz espuma

letras que se desentendem

movimento e energia.

 

Em seguida vem o corpo

expressão de sexta-feira.

 

Massa enquanto barro

caldo que se mistura

sentenças que se conversam

cansaço querendo espaço.

 

No meio temos o forno

com jeito de precisão.

 

Alimento quase pronto

recheio que se junta

páginas que se seguem

fome de conclusão.

 

Tempo feito em partes

a arte da educação.

 

Ciclo permanente

quando todos aprendem

aprendem o tempo todo

cada um cada qual.

 

Final lembrando recomeço

parecido mas diferente.

 

Não somos mais os mesmos

sabemos pouco mais

cientes que nunca fecha

nova volta a completar.

 

Ronaldo Mota

 

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017 aprendizagem, Educação e Tecnologia, Ensino Superior, Inovação e Educação | 17:17

Lançamento do livro: “A Arte da Educação”

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Latoncamento

 

 

No próximo dia 22/11, quarta-feira, às 18h, no Centro Cultural do Banco do Brasil/CCBB, no Rio de Janeiro-RJ, lançarei o livro “A Arte da Educação”. Ainda neste ano, teremos outros lançamentos: em Brasília-DF na Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior/ABMES (dia 05/12, terça-feira, pela manhã) e em Santa Maria-RS, na CESMA (dia 23/12, sábado, às 10h30). Em outras cidades, lançamentos somente em 2018.

 

A versão impressa estará disponível para aquisição online, diretamente da Editora Obliq (a ser anunciado em breve). Simultaneamente, a obra, no formato e-book, estará também disponível via o app “Ronaldo Mota Online”, desenvolvido em conjunto com Digital Pages (detalhes em breve).

 

A obra trata da relevância de se entender o ofício educar como arte. Um conjunto de artigos, alguns inéditos e outros já publicados na coluna Reitor Online do Portal iG, no blog da ABMES e na página do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras/CRUB, são apresentados em capítulos temáticos.

 

Arte diz respeito às variadas e complexas formas de expressão estética e de comunicação, utilizando inúmeras linguagens e, especialmente, contemplando inspiração e criatividade. Educação, por sua vez, está genericamente associada ao processo de ensinar e de aprender conhecimentos de forma sistemática e organizada.

 

Ensinar, de certa forma, envolve técnica e procedimentos; educar, no século XXI, tende a ser progressivamente uma arte, que inclui a técnica, mas a transcende, contemplando também criatividade, inovação, empreendedorismo, metacognição etc. Não se trata, portanto, de minimizar o ensino, como o conhecemos hoje, mas sim de evidenciar sua insuficiência no mundo contemporâneo.

 

Ensinar nos padrões tradicionais nos tempos passados recentes teve enorme sucesso porque se mostrou compatível e coerente com as demandas de então. A complexidade atual exige ir muito além, introduzindo novidades, a maior parte delas decorrentes de um cenário mediado pela emergência disruptiva das tecnologias digitais.

 

O educador está progressivamente se transformando em artista, o qual se expressa também como designer educacional trabalhando coletivamente. Os tempos de aprendizagem, anteriormente estanques, agora dispensam limites, podendo ocorrer a qualquer hora, em qualquer lugar e ao longo de todo o tempo, obrigando conjugar educação com a própria vida, de forma indissolúvel e indissociável.

 

Educação, dentro dessa abordagem, contribui com erodir a separação entre vida e arte. A arte da educação viabiliza entender melhor o educando, o educador e, consequentemente, a vida. Educação, arte e vida, conjuntamente, esclarecem complexidades e preparam a todos para desafios que somente assim se permitem serem decifrados e resolvidos. Educar em consonância com as exigências deste século é sim uma forma de arte. Conhecimentos específicos, domínio de técnicas e conhecimentos são relevantes, porém, não mais suficientes. Aprender a conhecer transcende aqueles ingredientes, demandando elementos que somente a arte pode nos inspirar.

 

Como autor, destaco os doze Depoimentos que apresentam a obra. Pedro Thompson, Presidente da Estácio, Fábio Coelho, CEO do Google/Brasil, Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, secretária-executiva do MEC, Sérgio Rezende, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Vanderlan Bolzani, vice-presidente da SBPC, Edson Nunes, ex-presidente do CNE, Fredric Litto, presidente da ABED, Ana Estela Haddad, diretora de Relações Institucionais da ABTms, Arnaldo Niskier, membro da ABL, Robert Cowen, Instituto de Educação da Universidade de Londres, e Senador Pedro Chaves, ex-reitor da Uniderp. Não é falsa modéstia opinar que eles são mais interessantes do que a própria obra, dado que são profissionais muito especiais, cujas críticas me deixam particularmente lisonjeado e suas opiniões, mais do que tratarem da obra, são partes integrantes dela. Com muito orgulho do autor.

 

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017 aprendizagem, Educação e Tecnologia, Inovação e Educação | 06:46

Bruxaria e Ciência

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galileu

 

Anteriormente ao período conhecido como Renascimento na Europa, particularmente antes das contribuições de pensadores como Copérnico (1473-1543), Galileu (1564-1642) e Newton (1643-1727), a percepção dos indivíduos acerca de alguns fenômenos cotidianos era muito diversa da atual. Alguém imaginar que habitávamos um mundo que não fosse basicamente plano beirava a insanidade ou acreditar que um astro como a Lua pudesse interferir à distância no fenômeno das marés era crer em bruxaria.

 

A pergunta difícil de responder é quais fatos ou concepções atualmente negamos, desprezamos ou chamados de feitiçarias e que, talvez, em tempos adiante, fruto de avanços científicos, venhamos a aceitar como corretos ou verídicos. Adotamos que os limites entre bruxaria e ciência só se tornam mais claros à luz do método científico, aprimorado a partir do nascimento da ciência moderna, construída, entre outros, pelos mesmos personagens acima citados.

 

Um interessante exemplo de espaço difuso entre a ciência e o misticismo é a alquimia, a qual foi responsável por consideráveis avanços da química na Idade Média, anterior ao Renascimento. O principal objetivo da alquimia, além de obter o elixir da imortalidade, era a transmutação de metais não preciosos em ouro.  Ainda que não tenham sido bem-sucedidos neste item, desenvolveram os principais processos de destilação, a técnica do banho-maria para aquecer lentamente soluções e criaram a porcelana, entre outras significativas contribuições.

 

Copérnico era cônego da Igreja e a ele foi encomendado que solucionasse o calendário Juliano em vigor. Este corrigia o ano solar de 365 dias adiantando um dia a cada quatro anos, o conhecido ano bissexto. Por ser excessiva esta correção, no século XVI havia uma defasagem acumulada de 10 dias, e o calendário oficial da Igreja estava trazendo reais prejuízos aos agricultores que nele se baseavam para seus plantios. Copérnico resolveu o dilema adotando o Sol como centro e a Terra girando em torno dele. Assim foi construído o calendário Gregoriano, adotado pela Igreja em 1582. Contraditoriamente, a Igreja permaneceu reafirmando o irracional geocentrismo, ainda que ciente da racionalidade do heliocentrismo.

 

As marés, antes do Renascimento, eram, em geral, associadas com animismos do tipo “respiração” do mundo. Galileu, tentando apoiar a tese heliocêntrica de Copérnico, procurou explicar, sem sucesso, as marés desenvolvendo uma comparação com a água em um vaso.  Haveria três maneiras para a água do vaso se mover: a inclinação do vaso, causas externas (ventos, por exemplo) e o movimento do próprio vaso, sujeito a acelerações e desacelerações.

 

Aquilo que Galileu não resolveu, Newton, que nasceu alguns meses após a sua morte, elucidou, baseado na teoria gravitacional de atração entre os corpos. As marés são basicamente consequências de três fenômenos principais: a atração Terra-Lua, a atração Terra-Sol e a rotação da Terra em torno de seu eixo. Assim, Terra e Lua (ou Sol) se atraem mutuamente, sendo que os ponto da Terra mais afastados da Lua (ou do Sol) são atraídos mais fracamente do que os pontos mais próximos. A gravidade faz com a forma quase arredondada da Terra se achate, gerando uma protuberância externa na face voltada à Lua (ou ao Sol). Quando Sol, Lua e Terra se alinham (luas novas e cheias) as marés altas ocorrem, e quando Sol, Terra e Lua formam um ângulo reto (luas crescente e minguante) os efeitos da gravidade são mais neutros.

 

Em suma, devemos ser cautelosos acerca de, eventualmente, estarmos classificando certos fenômenos como bruxarias simplesmente porque os limites atuais de nossos conhecimentos ainda não permitem elucidar por completo. O que restará em comum a ser preservado, em qualquer dos tempos, será o método, o método científico moderno, este sim o grande legado do Renascimento.

 

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Imagem em Domínio Público, em: https://i.pinimg.com/736x/e4/91/20/e49120bf2704b738f2a75515c556ddb5–the-tower-experiment.jpg

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