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Arquivo de fevereiro, 2016

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016 aprendizagem, Educação e Tecnologia, Ensino Superior | 11:39

Videoaula sobre a fundação do Rio de Janeiro

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Na educação contemporânea, o uso de videoaulas tende a se tornar cada vez mais comum e desejável. Na verdade, conteúdos multimídia, que vão muito além da vertente vídeo, passam a ser de uso corriqueiro, contribuindo enormemente com ampliação da aprendizagem.

A cidade do Rio de Janeiro comemorou no ano passado 450 anos de sua fundação. A história pode ser contada a partir de Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil. Ele foi nomeado por Dona Catarina, Rainha de Portugal, capitão de armada com a missão específica de expulsar os franceses da costa brasileira.

Estácio aporta na Bahia ao final de 1563 e depois, passando pelo Espírito Santo, chega ao litoral do Rio de Janeiro. Frente aos conflitos intensos com os índios, Estácio desloca-se inicialmente para São Vicente, onde fica em torno de nove meses, à espera de reforços vindos dos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta.

Em 01 de março de 1565, Estácio de Sá e sua frota desembarcam em definitivo entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, onde fundam a cidade do Rio de Janeiro, dispostos a acabar com o domínio de mais de uma década dos franceses na região.

Os índios tamoios, aliados dos franceses, imediatamente atacam os portugueses recém-chegados. Somente dois anos depois, com reforços enviados por Mem de Sá, os portugueses consolidam seus domínios, contando com o apoio dos índios termiminós, inimigos dos tamoios. Porém, ao longo deste processo de conquista, o pioneiro Estácio de Sá é ferido mortalmente por uma flecha que lhe vazou um olho na Batalha de Uruçu-mirim, vindo a falecer um mês depois do incidente, provavelmente por septicemia decorrente do ferimento.

O nome Estácio de Sá estaria a partir daí marcado para sempre na história, eternizado como fundador daquela que viria a ser conhecida mundialmente como Cidade Maravilhosa. Cidade esta que seria depois capital do país e também estendendo sua denominação ao estado que até hoje a abriga.

O projeto de 1973 do Monumento a Estácio de Sá é de autoria de Lúcio Costa renomado arquiteto com obras de destaque no Rio de Janeiro e também autor do plano piloto de Brasília. Trata-se de uma construção com uso de pedras típicas do Rio de Janeiro, parecendo ser granito, tendo ao centro um obelisco também de granito. O obelisco que se inicio no subsolo, passa por sobre uma laje entremeada de vigas de concreto, laje esta que faz teto para o subsolo, e piso para a base do monumento, um pouco elevada e acima do solo do Parque ou Aterro do Flamengo.

Esta história é contada na videoaula que é parte integrante da Disciplina “Bases Físicas para Engenharia”, no tema “Método Científico”. Ela foi gravada no Memorial Estácio de Sá, no Aterro do Flamengo e pode ser assistida via o link abaixo:

http://portaldoaluno.webaula.com.br/cursos/O03473/Aula1/___A/01BasesFisicas.mp4

Bom proveito a todos.

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domingo, 21 de fevereiro de 2016 aprendizagem | 19:23

Mensagem aos educandos do signo de Peixes

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Para os nascidos entre 21/02 e 20/03, o recado essencial é claro, direto e curto: todos os astros estão alinhados, se conjugados com estudos e muitos esforços; sem estudos e sem esforços, não há como os astros ajudarem.

Assim, o melhor conselho é explorar sua capacidade imaginativa, seu raciocínio rápido e o espírito ardiloso para estudar ainda mais, de maneira concentrada e eficiente. Da mesma forma, procure explorar sua especial disposição para os contatos com os amigos, o que é essencial para aprender cada vez mais a trabalhar em equipe.

Você do signo de Peixes, que quando está amando o faz com muita intensidade e emoção, tem a rara chance de aumentar seu apreço pelo conhecimento, o qual também pode ser amado. Conhecer, neste sentido, é vício e paixão. Se surge uma leve desconfiança em relação à fidelidade daquilo que é assumido como sabido, isso desperta em você a curiosidade de desvendar, conhecer profundamente e sanar a dúvida ou a suspeita.

Em outras palavras, transforme o fato de que os nascidos neste signo vivem com o pé atrás em relação a tudo, para desenvolver progressivamente sua vocação investigativa. Você gosta de estar no comando, mas, antes de qualquer coisa, explore isso como uma tendência para trabalhar desenvolvendo projetos em equipe. Para quem gosta de pressão, bom que se torne cada vez mais disciplinado e cumpridor de cronogramas, assim concretizando os seus planos e apostando em sua singular disposição e força de vontade de vencer.

O signo de Peixes é considerado no Zodíaco aquele que mais curte a intimidade com muita paixão. Por isso, fica muito animado quando pode explorar pensamentos mais sofisticados e abordagens mais ousadas. Assim, por ser um signo tão exigente, os nascidos em Peixes têm o costume de se envolver com um grupo seleto de amigos. Porém, quem consegue conquistar a sua confiança, pode considerar-se uma pessoa de sorte, pois tem ao lado alguém leal e amigo para a vida inteira.

Você sabe guardar segredo e está sempre a postos para ajudar. Entretanto, espera dos outros o mesmo envolvimento e escolhe a dedo com quem se relaciona. Como tudo o que você faz é de maneira intensa e apaixonada, quando decide dedicar-se a um tema de estudos entrega-se de corpo e alma. Seu signo reserva energia para entender todas as áreas de conhecimento, afinal, gosta de refletir, analisar detalhes e entender bem todas as situações de seu interesse. Ao se deparar com qualquer novo desafio, tem jogo de cintura o suficiente para dar a volta por cima e resolvê-lo com tranquilidade.

Estando isso bem claro, a harmonia de Netuno e Marte anuncia aos piscianos no período próximo boas oportunidades. Mas o aviso, como enunciado antes, vem junto com a advertência: sem educação e muito trabalho, oportunidades sozinhas não levam a lugar algum. Acredite que muito estudo e esforço são as dicas principais aos nascidos neste signo. O restante, os astros garantem.

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domingo, 14 de fevereiro de 2016 aprendizagem, EaD, Educação e Tecnologia, Inovação e Educação | 16:04

Domínios de aprendizagem e o preceptor contemporâneo

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Benjamin Bloom, importante educador/psicólogo americano falecido ao final do século passado, é considerado o responsável pela formulação da taxonomia dos domínios de aprendizagem, a qual é ancorada, entre outros elementos, na suposição de que as operações mentais podem ser classificadas em níveis de complexidade crescentes.

Na década de 1980, Bloom, seguindo essa abordagem, apresentou um método de ensino conhecido como “Problema Sigma 2”. Essencialmente, tratava de prover aos estudantes tutoria individual ou em pequenos grupos. Esses alunos, quando comparados com colegas submetidos a métodos tradicionais baseados em salas de aula convencionais, apresentaram, em geral, rendimentos 98% melhores. O termo Sigma 2 deriva do fato que tal diferença implica em superar aproximadamente duas vezes o desvio padrão estatístico, garantindo que as melhorias são realmente muito significativas. Em outras palavras, 90% dos alunos submetidos à técnica de Bloom apresentaram resultados equivalentes aos 20% melhores das salas tradicionais.

A questão que persistiu durante muito tempo sem resposta era se os procedimentos associados seriam viáveis do ponto de vista custos e acessibilidade. Na época de Bloom, certamente, a resposta provável e comum seria: “qualidade custa caro e é mesmo para poucos”. Hoje, podemos, pioneiramente, começar a explorar novas possibilidades, via tecnologias digitais, para conjugar qualidade com quantidade.

Entre outros textos recentes, o artigo de Roshan Choxi (http://techcrunch.com/2016/01/09/how-startups-are-solving-a-decades-old-problem-in-education/#.iokds6t:zSpx/) discute como as startups do mundo digital podem tentar enfrentar e resolver problemas aparentemente insolúveis do passado. Ainda sabemos limitadamente acerca do quanto alternar o atendimento presencial, previsto por Bloom, por online poderá eventualmente trazer impactos sobre a qualidade, mas, por certo, pode contribuir muito com a viabilização orçamentária do atendimento individual ou pequenos grupos. Uma das missões das startups é explorar tais possibilidades, fazendo uso apropriado das tecnologias digitais e garantido mesma qualidade ou mesmo ampliá-la com competência.

A plataforma educacional Udacity, por exemplo, em 2013, adicionou em alguns cursos certificados de pequena duração (“nanodegrees”) a possibilidade de atendimento personalizado explorando videoconferências entre o mentor e o educando, simulando algo análogo ao proposto por Bloom, neste caso em versão digital. Os “coaches” do Udacity são basicamente profissionais do mercado que, conjuntamente a outros profissionais do ensino, dão o suporte personalizado e realizam o acompanhamento pleno dos projetos sob responsabilidade dos alunos, procurando ir além de análises simples de respostas de questões, sejam elas objetivas ou discursivas.

Mais recentemente, temos várias iniciativas preliminares explorando a combinação deste tipo de abordagem com a metodologia de aprendizagem baseada em problema (ou projeto), conhecida como PBL (do inglês, “Problem/Project Learning”). Podemos pensar, por exemplo, na formação de alta qualidade de profissionais como engenheiros de produção. Neste caso, adicionalmente ao conjunto de disciplinas online, há previstos, durante todo o curso, atendimentos presenciais em pequenos grupos (em torno de cinco) via preceptores. Eles são responsáveis tanto pelo acolhimento ao início do percurso educacional, incluindo a adaptação às novas metodologias e tecnologias, como pela supervisão dos projetos ao final do curso, colaborando na preparação ao exercício profissional. O preceptor, fazendo uso de PBL, atende os alunos tanto presencialmente, onde todas as atividades com estas características são desenvolvidas sob sua supervisão, como, complementarmente, via videoconferências remotas.

Ainda estamos longe de escrevermos os capítulos finais deste desafiante tema, mas a utilização das tecnologias digitais como forma de conjugar aprendizagem de qualidade com grande escala, certamente, é um caminho sem retorno. Mesmo assim, por mais que avancem as abordagens via plataformas digitais, elas não são capazes de, isoladamente, dar conta do amplo espectro de nuances individuais no que tange à forma de cada um aprender com mais eficiência. O professor, na sua atuação como orientador, mentor, “coach”, ou preceptor, é fundamental para ajudar a preencher todas as lacunas dos domínios de aprendizagem, evitando reduzir todos os alunos a meras curvas estatísticas, exageradamente impessoais. Os resultados dos esforços em curso poderão representar, em um futuro próximo, significativo avanço na democratização do acesso à educação de qualidade.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016 aprendizagem, Educação e Tecnologia, Inovação e Educação | 08:09

Zika e Educação

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O vírus zika está ligado aos estudos na formas mais múltiplas e diretas. Ele foi identificado por pesquisadores ao final da década de 40 na floresta Zika, em Uganda. A sua identificação é fruto da ciência, bem como a compreensão de sua ação no corpo humano e as possíveis ferramentas disponíveis para tentar evitá-la. Igualmente, o encaminhamento de possíveis soluções, seja vacina ou outros mecanismos, certamente passarão por mais conhecimento.

No começo do ano passado, casos em humanos foram detectados no nordeste brasileiro e muito rapidamente se espalharam pelo restante da América do Sul, Caribe, América Central e México. Além da transmissão confirmada pelo mosquito aedes aegypti, semana passada o Instituto Oswaldo Cruz detectou a presença do vírus ativo na salina e na urina, portanto, com potencial para causar infecções.

Esse vírus, embora mostre fortes evidências de ser extremamente perigoso, especialmente para grávidas, está, por enquanto, longe de ser o mais perigoso que já lidamos e, por certo, não será o último ou o mais letal. A preocupação maior diz respeito à possibilidade de microcefalia em fetos, podendo causar, sem cura, deficiência mental, limitação na fala, audição e movimentos.

O que se pode garantir é que todas os instrumentos disponíveis de enfrentamento conhecidos até aqui demandam, adicionalmente às ações regulares das autoridades na área da saúde, um envolvimento ativo diferenciado da população. Ou seja, o seu grau de disseminação é de tal natureza generalizado e pulverizado que somente convencendo todas as pessoas a agirem organizada e coletivamente teremos chances de evitar um grande desastre.

Esses pontos, associados ao esclarecimento e atitude da população, remetem ao nível de escolaridade, à qualidade da educação e, no limite, ao processo formativo decorrente das metodologias de aprendizagem comumente adotadas. Epidemias de vírus e bactérias surgirão, quase que inevitavelmente, em todos os países e de forma progressivamente crescente ao longo dos anos vindouros. O que diferenciará as nações e as regiões na efetividade dos embates será a qualidade do exército populacional que as compõem. Quanto mais educação e melhor qualidade de vida, incluindo saneamento básico, menos difícil será enfrentar os surtos, valendo igualmente o inverso.

No Brasil, temos graves deficiências educacionais, expressas pelo baixo nível de escolaridade e pelo fato dos escolarizados serem vítimas de processos de aprendizagem precários, cujas formações resultantes podem representar desvantagens relativas. As ações que são demandadas em momentos como estes exigem processos reflexivos e percepções de processos que, em geral, a educação focada somente em cognição simples fica a desejar, por ser insuficiente. Se cognição está associada ao processo geral de aprendizagem, notadamente transmissão de informação, a metacognição privilegia o avanço dos níveis de consciência do educando acerca dos mecanismos com que aprendemos. Em linhas gerais e de forma reduzida, cognição tem a ver com aprender, metacognição mais associada com aprender a aprender.

Neste particular momento, os atributos que serão exigidos da população em geral estão especialmente, não exclusivamente, ligados ao nível de amadurecimento dos processos metacognitivos. Assim, os fatos de não termos eliminado plenamente a miséria, expressa também pelo analfabetismo, os baixos níveis de escolaridade e as carências das metodologias educacionais adotadas poderão cobrar um preço muito alto. Resta aproveitar a situação para evidenciar as deficiências e transformá-las em ações que, simultaneamente a combater a disseminação do vírus, permitam refletir e agir sobre como temos conduzido nossas políticas educacionais.

A adoção da metacognição enquanto uma das centralidades educacionais significa, por exemplo, ir além do conteúdo e bases curriculares mínimas, incluindo, com a mesma importância, como explorar as múltiplas conexões entre os saberes integrados e a preparação para aprendizagem integrada baseada em projetos, em trabalhos em equipe e em solução de problemas. Ao não conferirmos ao segundo item a mesma ênfase do primeiro, somado a executarmos o primeiro com severas fragilidades, têm como produto reduzirmos nosso potencial de enfrentamento, seja neste evento epidêmico ou dos que virão a seguir.

Certamente a crise na saúde, a partir também deste evento específico zika, somado à grave crise de baixa produtividade no trabalho, portanto deficiente nível de competitiva global, com consequente aumento de desemprego e clara dificuldade de crescimento econômico, social e ambiental sustentável, tornarão prementes uma ação do Estado via mobilizações coletivas. Tais ações somente serão eficientes e eficazes se associadas diretamente à educação. Nesse sentido, o espaço educacional não é periférico ou de uso eventual, mas de natureza central e essencial. Quanto mais demorarmos a perceber tais conexões, estaremos desperdiçando recursos, tempo e, especialmente, oportunidades.

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